Editorial
Em algum momento da história
recente, decidiu-se conceder transporte público gratuito Em outros momentos, e em vários casos distintos, deficientes e acompanhantes, estudantes e outros beneficiários de viagens gratuitas ou com descontos também surgiram nos sistemas de transportes. Na maioria dos casos não é, ou não foi, indicada a fonte de custeio para essa clientela, e aí o assunto passa a ser sério. Talvez fosse ideal que houvesse, somado ao fator etário, algum critério social, ou seja, os que realmente precisassem dessa concessão seriam subsidiados, ao menos em parte, pelos pagantes; a outra parte poderia ser custeada pela política pública que a criou, sempre prevendo equilíbrio entre a política social e as operações. Não se trata, com a presente constatação, de avaliação da medida que beneficia milhões de pessoas, mas sim do que significa e significará tais benefícios para os sistemas de transportes, não só por ônibus. Note que não me refiro aos operadores públicos ou privados mas sim aos sistemas. O assunto está longe de se esgotar, e o alarme soa cada vez mais alto. Conforme se pode ver no gráfico abaixo, a inversão da pirâmide etária ao longo do tempo, que não é um fenômeno de São Paulo ou do Brasil, mas sim mundial na maioria dos casos, evidencia que temos que nos preocupar seriamente com esse imenso crescimento dos cidadãos mais maduros e com seus impactos nas concessões de qualquer espécie. Alguém tem que pagar a conta, e não se pode esperar situações limite para as ações. Vamos refletir sobre essa imagem; vamos refletir sobre as nossas responsabilidades no que concerne ao impacto de gratuidades e benefícios diversos nos sistemas de transporte. Robson Rodrigues Presidente
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